
Cenografias do Avesso foi criado em 2026 a partir do encontro de quatro profissionais das artes que juntos formaram uma proposta de curadoria para a Mostra dos Estudantes do Brasil na 16ª Quadrienal de Praga – a PQ 2027. O Cenografias do Avesso surge como uma proposta curatorial selecionada por meio de edital público lançado pela associação Grafias da Cena Brasil em parceria com a FUNARTE e, em meio ao trabalho para a ME, se organiza como um grupo de curadoria, pesquisa, produção e criação em arte.
Cenografias do Avesso consiste na curadoria brasileira para a Mostra dos Estudantes da Prague Quadrennial 2027 que investiga as artes da/para cena a partir das festas, ritos e manifestações culturais populares contemporâneas, compreendendo o corpo como corpo-tela e o adereço como campo expandido, a fim de transformar ausências e silêncios históricos em dispositivos de escuta, criação e imaginação de futuros. A equipe curatorial Cenografias do avesso é composta por quatro pessoas altamente qualificadas, todos com formação de nível de doutorado em artes e educação em universidades de renome nacional e internacional, com pesquisas vinculadas à cultura popular brasileira contemporânea em suas diferentes expressões e trabalhos premiados reconhecidos em suas respectivas áreas. Os quatro integrantes da curadoria trazem a representatividade de três regiões do Brasil: Sudeste com Mayara Assis e Mery Horta do Rio de Janeiro; Norte com Cleiton Almeida de Rondônia; Centro-Oeste com Yasmin Coelho de Brasília; Trazendo suas perspectivas regionais e ao mesmo tempo plurais sobre artes cênicas para a exposição dos estudantes na Quadrienal de Praga 27.
Em diálogo com o tema da Prague Quadrennial 2027, Absences and Silences as spaces of potential for new scenographic futures, propomos uma curadoria que escuta o que historicamente foi deixado fora do enquadramento, do foco e da luz. Não como falta, mas como potência latente.
Partimos da compreensão de que o campo das artes da/para cena e cenografia no Brasil se constitui a partir de múltiplas camadas de apagamento e invenção. Práticas que emergem nas margens institucionais, nos territórios periféricos e nos saberes corporais não legitimados pelos cânones eurocentrados sempre produziram formas complexas de organização espacial, visual, sonora e simbólica. Interessa-nos investigar aquilo que não foi historicamente reconhecido como linguagem cênica, embora tenha continuamente produzido cenografias: a rua, a festa, o terreiro, o barracão, o quintal, a encruzilhada.
